Medo

É fato que todos sentimos algum tipo de medo, em maior ou menor proporção. Estes medos são perfeitamente normais quando vem de estímulos reais de ameaça à vida, nada mais é que uma reação de proteção e autopreservação, pois possuímos instintos de sobrevivência como espécie.

Se o cérebro é condicionado a viver “com medo”, estaremos constantemente tendo reações de fuga ou ataque. Este comportamento restringe o desenvolvimento do potencial humano.

A neurociência explica que o medo que ocorre diante de uma situação de pressão, medo ou risco, basicamente nos traz dois tipos de reações, ou fuga ou ataque. Isto ocorre porque são liberados no cérebro em maior quantidade hormônios como a adrenalina, noradrenalina e cortisol, responsáveis por gerar reações que nos fazem agir instintivamente para nos proteger, já a queda nos níveis de serotonina e endorfina provoca aumento da irritabilidade, menor sensibilidade à dor, comportamentos agressivos, aumenta o estresse e ansiedade, entre outros efeitos.

Este mecanismo neuro-hormonal é de fundamental para a sobrevivência humana diante de perigos ou situações reais de risco. Os batimentos cardíacos aumentam, há um maior fluxo sanguíneo para os músculos e os reflexos são ampliados. Porém, alguns medos são diferentes, pois são medos imaginários, são aqueles criados dentro da própria cabeça, e que nem estão ocorrendo de verdade.

Muitas vezes é medo de falar em público, medo de não ser amada, de fracassar, ser julgado, doenças, receber um “não”, lugares fechados, voar, escuro etc. Este medos geram comportamentos indesejados como a irritação com o chefe, o “branco na hora da prova”, brigas sem motivo, a auto sabotagem, fuga das oportunidades. Este tipo de medo pode evitar que até o melhor plano de ação não seja executado, pois diante dos desafios a pessoa trava e não realiza?

O cérebro não distingue o que é real do que é imaginário, por isto a importância de ter cuidado com o que se pensa, como descrito no texto sobre sintonia.  Se ao pensar em algo a ser realizado, e criar na mente medos de não conseguir, da exposição a críticas, de ser julgado estamos intoxicando o cérebro a percepção de que não é capaz, pois produzirá hormônios que realmente o limitarão.

Estes imaginários medos imaginários podem ser modificados e transformados em outros sentimentos e percepções. Uma poderosa maneira de controle o medo é bombardear o cérebro de informações do que queremos e não do que não queremos (neuroplasticidade).

É preciso fazer escolhas o tempo todo, se o medo for transformado em cautela, e a cautela em sabedoria de agir, podemos nos livrar do nosso medo e recuperar a crença em si mesmo, principalmente de merecimento.

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